
O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), defendeu que seja mantida a sessão do Congresso, marcada para às 19h30 desta terça-feira, para a leitura dos nomes indicados pelos partidos que integrarão a CPI do Cachoeira. A sessão será criada mesmo com votações polêmicas na Câmara e no Senado, como a discussão do Código Florestal e da chamada Resolução 72, respectivamente nas duas Casas.
Ao contrário do líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), que chegou a sugerir o adiamento, Maia disse que isso não será necessário, alegando que a sessão do Congresso será rápida e apenas para cumprir a formalidade de leitura dos nomes. A instalação de fato, com a escolha do presidente e do relator, ocorreria nesta quarta-feira, como estava previsto desde a semana passada. "Não acho que seja razoável adiar a sessão do Congresso para amanhã. Esta CPI vai investigar as relações inadequadas com o Carlos Cachoeira. Não há nenhum temor (do Planalto) de que não faremos uma investigação série", disse Maia.
Maia disse ainda que será votada nesta terça-feira a proposta do Código Florestal. Ele disse que ainda analisaria que providência adotar em relação ao parecer do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), porque há dúvidas se ele poderia ter suprimido um artigo, que trata da polêmica sobre áreas ambientais.
Na segunda-feira, Tatto admitiu que o partido poderia, até mesmo, obstruir a votação em algum momento. Além disso, o petista acredita que ainda há condições de negociar com os demais partidos. O líder já afirmava que o partido queria votar o texto com o parecer do Senado. E afirmou que, caso a votação fosse perdida, caberia à presidente Dilma Rousseff decidir se vetaria ou não.
O relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), apresentado na quinta-feira, dia 19, altera pelo menos 21 tópicos do substitutivo do Senado. Ele retirou do projeto o trecho mais polêmico: quatro parágrafos que fixavam o tamanho da faixa de vegetação a ser recomposta por produtores rurais nas margens de rios. Para Piau, a recuperação dessas áreas deve ser regulada pelo governo posteriormente, no âmbito do Programa de Regularização Ambiental, cuja criação e operação está prevista no novo Código Florestal, num prazo de até três anos.
Da Agência O Globo