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Morre homem que ficou preso injustamente por 19 anos
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
23/11/2011 | 08h17 | Final

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Marcos Mariano da Silva passou 19 anos preso injustamente, ficou cego enquanto estava na cadeia, e morreu ontem quando foi avisado que receberia a segunda parte de uma indenização milionária. Imagem: Marcelo Lyra/Esp.DP D.A Press/Arquivo
Imagem: Marcelo Lyra/Esp.DP D.A Press/Arquivo
Marcos Mariano da Silva passou 19 anos preso injustamente, ficou cego enquanto estava na cadeia, e morreu ontem quando foi avisado que receberia a segunda parte de uma indenização milionária. Imagem: Marcelo Lyra/Esp.DP D.A Press/Arquivo

Atualizada às 8h32

Marcos Mariano da Silva, que passou 19 anos preso injustamente, faleceu ontem, aos 63 anos. Ele foi encontrado sem vida pela esposa, Lúcia Vicente Rodrigues, por volta das 20h, na casa da família em Afogados. Marcos ficou conhecido por ter passado quase duas décadas no Presídio Aníbal Bruno, acusado de homicídio. Durante o tempo que ficou detido, estilhaços de uma bomba lançada durante uma rebelião o atingiram, deixando-o cego de um olho. Pouco tempo depois, perdeu a visão no outro olho.

Lúcia contou que, na tarde de ontem, por volta das 14h, o marido havia recebido o telefonema do advogado informando que seria paga a segunda parcela da indenização de R$ 2 milhões, cobrada ao governo do estado. Ao procurar o marido para jantar, ela o encontrou morto no quarto do casal. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) para ser periciado. O local e a hora do sepultamento de Marcos Mariano não foram informados pela família.

O major Roberto Galindo, ex-diretor do Aníbal Bruno, foi quem descobriu que Marcos era inocente. Segundo Galindo, o detento contava que em 1976 um homem ferido havia se debruçado sobre seu carro, manchando o veículo de sangue, no Cabo de Santo Agostinho. O homem morreu e a Polícia Civil do município acusou Marcos de ser autor do crime.

Quatro anos depois, o verdadeiro assassino foi capturado e Marcos foi solto, mas, segundo Galindo, ele contou que um policial que estava na operação que o prendeu da primeira vez o reconheceu na rua e, dizendo que ele havia fugido, levou-o de volta ao Aníbal Bruno, onde passou mais 15 anos atrás das grades. “Prenderam ele e não houve flagrante nem inquérito aberto. Todo dia ele me dizia que era inocente, até que resolvemos fazer um mutirão com casos antigos e descobrimos”, relembra.

Ao ser preso, Marcos foi abandonado pela primeira esposa e pelos filhos. No período em que ficou na cadeia, conheceu Lúcia, com quem adotou uma criança. Em 2006 o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ordenou que o governo do estado o indenizasse em R$ 2 milhões, dinheiro que foi pago em 2009.

Com informações do Diario de Pernambuco



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