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Namorada de Idi Amin está no período fértil
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
30/09/2011 | 09h48 | Zoo

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Nem mesmo os 27 anos longe de uma fêmea fizeram o gorila Idi Amin perder o dom da conquista. Demonstrando força, respeito, segurança e afeto, o morador mais famoso do zoológico de Belo Horizonte precisou de pouco mais de dois dias para seduzir Imbi e Kifta, as jovens gorilas que vieram da Inglaterra em agosto para formar um bando com ele. A primeira a ceder aos encantos do macho foi Imbi, que, na quarta-feira à tarde acasalou com Idi Amin ainda na área de manejo, onde os animais tiveram os primeiros contatos. Segundo os biólogos, a fêmea está no período fértil, o que ajudou na aproximação e na cópula. Ontem, foi a vez de Kifta demonstrar interesse pelo macho. Ela se insinuou para Idi e pôs uma das mãos na boca do gorila, o que, segundo os especialistas, é um sinal de submissão da fêmea e reconhecimento do domínio do macho.

O gesto ocorreu no recinto onde os três vão viver de agora em diante. Por volta das 10h, sob os olhares curiosos dos visitantes e os flashes dos fotógrafos. As grades da área de manobra onde as duas fêmeas estavam confinadas foram abertas, mas elas, tímidas, hesitaram em sair. Até colocavam o rosto para fora, mas logo recuavam. “Vão esperar o chá das cinco!”, brincou um motorista, referindo-se à tradição inglesa. A explicação veio pouco depois: Imbi e Kifta nunca pisaram na terra, nem viram o céu ou se agarraram ao tronco de uma árvore. Elas sempre viveram em cativeiro, num galpão de cimento gradeado. O convite de Idi Amin para desbravar a natureza, então, parece ter ficado ainda mais tentador.

“Idi respeitou o momento delas. Poderia ter ido aproveitar seu espaço, mas ficou por perto. Demonstrou que tem lembranças do que aprendeu com o grupo, o que a gente não sabia se ia acontecer, já que ele chegou muito pequeno ao zoológico. Ele manifestou comportamentos diferentes e vocalizou como nunca tinha feito antes. Mostrou força e proteção, como um macho dominante deve fazer, e as acolheu. Ele gostou da Imbi, mas a Kifta está se oferecendo. Sorte a dele que não há ciúmes nesta espécie”, disse a bióloga do setor de mamíferos Dália Nogueira, que acompanhou todo o namoro.

Carinho


Para estimular a saída das fêmeas, os tratadores espalharam jiló e algumas frutas pela floresta de Idi Amin. De guarda na porta, ele passou toda a manhã por ali. Imbi foi a primeira sair. E, para a alegria dos que observavam, ganhou um abraço meio desengonçado do namorado. Kifta, um pouco mais submissa, veio logo atrás reconhecer o novo ambiente. Durante horas, as duas entravam e saíam da área restrita. O gorila, como se estivesse brincando, chegou a bloquear a passagem, tentando impedir que Kifta voltasse para a jaula. Às 11h15, ele se deitou na porta, só com o traseiro branco para fora, arrancando risos das crianças.

Espécie ameaçada

As fêmeas inglesas chegaram ao Zoológico de Belo Horizonte em 19 de agosto, depois de uma grande reforma no recinto de Idi Amin e no hospital veterinário. As obras custaram R$ 390 mil e a suíte nupcial do único gorila em cativeiro na América do Sul ganhou troncos de árvores e cordas para os momentos de lazer do grupo. A área não foi ampliada durante os oito meses de obras, mas ganhou um pequeno lago, vegetação específica e os pés de bambu, que Idi Amin adora.

A expectativa é de que possam procriar, já que a espécia está em extinção. O gorila é um silver back, tem as costas cinza-prateadas, uma característica de um macho dominante. Ele veio do zoológico Saint-Jean Cap-Ferrat, da França, em 1975, com dois anos. Há 27 anos ele está sozinho. Houve duas chances de Idi conseguir uma namorada, mas elas morreram. Hoje, aos 37, ele pesa 234 quilos e tem 1,8m de altura. Imbi e Kifta nasceram no Howletts Animal Park, na Inglaterra, e têm 11 anos. A diferença entre as duas é de meses: Kifta nasceu em abril de 2000 e Imbi, em agosto.
Segundo biólogos, a primeira é faminta, gentil e doce. Já Imbi é sensível, nervosa e tímida.

“Ele é bonzinho! Faz uh!uh!”, dizia o pequeno Fernando Ribeiro Ramos, de 2 anos, no colo do pai Wesley Mendonça Ramos. Ana Luiza Moreira Faria, de 11, viu pela televisão a notícia de que Idi Amin já estava perto de suas pretendentes e faltou a aula para saber quem seria a primeira-dama do gorila. “Achei-o muito grande! Elas são bonitas, mas estão meio tímidas. Vi que ele deu um beijo na sem topete”, comentou a menina, referindo-se a Imbi.

Em fase reprodutiva

Segundo o diretor do zoológico, Carlayle Mendes Coelho, a decisão de deixá-los juntos na “floresta” surgiu em função da boa aceitação com aproximação visual. “Ele estufou o peito, os pelos se arrepiaram e Idi manifestou posturas que demonstram que tudo corria bem. Ele vocalizou como não fazia. Primeiro, ficaram juntos por cinco horas na tarde de terça-feira. Na quarta, já passaram quase o dia juntos. Temos expectativa muito boa porque as fêmeas estão em fase reprodutiva e há relatos de que até os 45 anos o macho pode procriar. Idi só tem 37.”

Kifta agiu com carinho na aproximação e colocou a mão dentro da boca de Idi Amin, numa demonstração de confiança. Ela usava um dispositivo intrauterino (DIU), retirado antes da viagem, para impedir que procriasse com gorilas da mesma família. Segundo Carlayle, o gorila tem fama injusta de violento com as parceiras. “Não é nada disso. Idi tem comportamento agressivo natural da espécie. Na floresta, arranca arbustos para mostrar que é o tal e por isso ele bateu o portão. É meio encenação. As duas fêmeas Dada e Cleo morreram por outras causas. A primeira, não tinha nem idade reprodutiva e a outra já chegou com uma infecção”, explicou o diretor.

Idi ainda resistia à conquista de Kifta, mas chegou a colocar a mão na cintura da gorila, o que despertou grande preocupação na visitante Lana Petrizi Fernandes, de 6 anos, de Muriaé. Ela queria saber quem seria a mãe dos filhotes. “Ah! Se são duas namoradas, as duas vão ter de cuidar dos bebês!”, disse. Mas, se Kifta ou Imbi engravidarem, o primeiro filhote, que nasce após nove meses, pertence à Fundação Aspinall, por acordo de “divisão de crias”. A entidade inglesa cedeu as gorilas.

Do Estado de Minas







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