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Gás de cozinha fica 7% mais caro
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
01/09/2011 | 08h15 | Dinheiro

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Preparar o sagrado cafezinho de todos os dias, assar o pão de queijo e reunir a família para almoçar no domingo. Tarefas simples e do cotidiano ficarão mais caras a partir desta quinta-feira. O preço do gás de cozinha será reajustado pelas distribuidoras pela segunda vez em 12 meses e, com isso, cozinhar ficará mais caro, o que deve acarretar uma cadeia de aumentos nos preços. O reajuste previsto é de 7%, o equivalente a cerca de R$ 3. Com isso, o preço do botijão de gás de 13 quilos também deve ultrapassar a marca de R$ 50 no interior do estado e também a barreira dos 10% do valor do salário mínimo (atualmente em R$ 545).

Em comunicado oficial encaminhado aos consumidores, a Supergasbras informa que, a partir desta quinta-feira, o preço do gás de cozinha sofrerá reajuste. A explicação é que “ao longo dos últimos meses, a Supergasbras enfrentou aumentos consideráveis nos itens que compõem os custos operacionais, como matéria-prima, energia, salários, dentre outros relacionados ao atendimento das nossas atividades com segurança e qualidade”, diz o texto assinado pelo setor de Venda Direta Corporativa da empresa. E as outras empresas devem acompanhar o aumento, segundo a Associação Brasileira dos Revendedoras de GLP (Asmirg-BR).

Desde agosto do ano passado, este é o segundo aumento no preço cobrado pelas distribuidoras às revendedoras. No entanto, o efeito sobre o valor final do produto está bem abaixo dessa variação, o que diminui a margem de lucro das empresas de distribuição. Levantamento no site da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que o preço cobrado pelas distribuidoras sofreu variação de 29,76% no estado, no comparativo entre agosto de 2010 e de 2011. Enquanto isso, o reajuste para o consumidor foi de apenas 2,26%. Ou seja, as empresas estão absorvendo a maior parte do aumento dos custos. “Se subirmos o preço, acabamos perdendo clientela”, afirma o presidente da Associação Brasileira dos Revendedoras de GLP (Asmirg-BR), Alexandre Borjaili. Esse cenário permite que no interior de Minas o reajuste seja ainda maior que o previsto pela distribuidoras, superior aos R$ 3 previsto para o botijão.

Por causa do aumento programado, a Asmirg-BR publicou um manifesto no site criticando a posição das distribuidoras. “Para as revendas é um pesadelo. O aumento abusivo do gás de cozinha coloca em risco nossa sobrevivência financeira. Isso porque temos um custo operacional fixo e, quando há um elevado aumento no preço do gás de cozinha, nossas vendas caem e o custo, por sua vez, aumenta”, diz o texto.

Em BH, foi verificado o contrário. O aumento no valor cobrado ao consumidor é mais de três vezes maior que o aumento do custo das distribuidoras. Enquanto as revendas subiram seus preços em 2,2% no comparativo entre agosto de 2010 e 2011, a variação nas distribuidoras foi de apenas 0,68%, segundo a ANP.

Repasse

Na padaria e pastelaria Napolitano, na Savassi, o gás é usado na fabricação de sanduíches, pães, massas, pastéis, no recheio de salgados e numa enormidade de produtos. Com o aumento, é quase certo o repasse do valor para os produtos num aumento em cadeia. “Vai aumentar tudo. Ele é o principal. Sem o gás, não tem jeito de trabalhar”, diz, taxativa, a compradora da padaria, Gisele Tomaz.

A cada mês são gastos mais de R$ 1,4 mil somente com gás no estabelecimento, o equivalente a oito botijões (13 quilos) e oito cilindros (45 quilos). É o mesmo valor recebido com a venda total de pastéis. Ou seja, um dia do mês a pastelaria abre somente para pagar o gás. E vai piorar: “Não é só o gás. Temos outras contas”, lembra Gisele.

O Estado de Minas entrou em contato com as principais distribuidoras de gás de cozinha do país, no entanto, todas preferiram não se manifestar sobre os motivos do aumento, dizendo que caberia ao sindicato se posicionar. Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) afirma que “os preços do gás LP são livres em todos os elos da cadeia. Não há tabelamento e, por isso, os preços sofrem variações para cima e para baixo de maneira não uniforme. Como o mercado tem autonomia para fixar seus preços, cabe ao consumidor pesquisar aquele revendedor que tem condições comerciais mais vantajosas”, diz o texto.

Do Estado de Minas







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