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Cardinot volta à TV Clube hoje
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
25/07/2011 | 07h26 | Estreia

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Responsável pelas maiores audiências marcadas na televisão pernambucana, Joslei Cardinot Meira, ou apenas Cardinot, nasceu em Salvador, Bahia, mas é recifense de coração. Foi na capital pernambucana onde ele criou os cinco filhos e as duas netas. São mais de 20 anos na televisão pernambucana e feitos invejáveis: seu primeiro programa de TV, o SOS Cardinot, na antiga TV Guararapes – atual TV Clube – atingiu 44 pontos médios de audiência, um dos maiores índices no país. Quase 10 depois, Cardinot volta à TV Clube a partir desta segunda.

O novo desafio do dono dos bordões “durma com uma bronca dessa”, “alma sebosa” e “acabou esta porcaria” será apresentar diariamente o Cardinot Aqui na Clube, exibido de segunda a sexta-feira, a partir das 12h30. Antes, das 7h às 7h30, tem Cardinot Aqui na Clube Manhã. Caseiro, o “astro” do jornalismo policial no estado sai pouco de casa. Quando deixa o lar - onde vive com a mulher, filhos, o gato Plutão e o cachorro Samurai - geralmente está com as malas prontas para embarcar em alguma aventura no interior ou rumo a outros estados e países, onde sua “tradutora oficial” é a filha caçula, Maria Clara, de 9 anos.

“Meu programa é para a população”
 
Qual é a sensação de voltar à emissora onde você começou a carreira de apresentador?
Tenho uma expectativa muito grande e acredito que vamos crescer muito em relação à audiência, pois a TV Clube foi o canal onde eu dei o maior pico no Ibope da minha carreira. Além disso, a visão dos Diários Associados se encaixa muito bem com o que penso quanto à convergência de mídias, pois os conteúdos do meu novo programa serão veiculados em diversas plataformas, como sites e redes sociais.
 
O que os telespectadores podem aguardar de novidades no novo programa?
O Cardinot Aqui na Clube terá novos formatos de reportagens. A produção, elaboração e apresentação das matérias serão diferenciadas, mais próximas da população. A ideia é fazer um jornalismo moderno, com repórteres 24 horas por dia nas ruas. Além disso, a TV Clube preparou um novo programa totalmente voltado para as comunidades, que será apresentado pela manhã, de segunda a sexta-feira, por Jota Ferreira.
 
Quais foram seus primeiros passos no jornalismo?
Minha carreira começou meio por acaso. Quando eu tinha 14 anos e morava no Rio de Janeiro, participei de uma campanha de conscientização quanto às dificuldades enfrentadas pelos deficientes físicos. A ação estava sendo feita na escola onde estudava e era divulgada em veículos de comunicação. Na época, minha turma foi chamada para participar de um programa na Rádio Cultural de Campo (em Campo dos Goytacazes, Rio de Janeiro). Durante a transmissão, fui chamado pelo radialista Ismael Luiz, o Bolinha, para participar do debate. Além de perguntar sobre a campanha da escola, ele fez com que eu respondesse sobre outras questões. Depois disso, fui convidado por ele para participar semanalmente do programa. Aos 16 anos, fui contratado por outra rádio e, aos 17, fui chamado para escrever na Folha da Manhã. Aprendi tudo na prática. Nas redações, fiz curso de datilografia, aprendi a escrever e produzir matérias. Nunca mais deixei a comunicação.
 
Chegou a pensar em seguir outra carreira?
Quis ser médico durante uma época da minha vida. Depois pensei em cursar direito, mas também não levei a ideia adiante. Meu pai se formou em direito há pouco tempo, com mais de 70 anos.
 
Sua carreira em Pernambuco começou na década de 1980, no rádio. Como você foi parar na televisão?
Cheguei no Recife com o Bolinha, que me convidou para trabalhar na Rádio Globo. Lá, fiz trabalhos de redação e produção. Depois de um tempo, passei a fazer reportagens para Samir Abou Hana. A direção da rádio pediu que eu fizesse um programa mais voltado para os problemas das comunidades. Inicialmente, eu tinha 45 minutos de reportagens com este teor. Em pouco tempo, pediram para aumentar a emissão para duas e depois para três horas. A audiência era muito boa, e o programa foi crescendo. O sucesso me levou aos Diários Associados. Eu trabalhava na rádio, mas sempre pediam para produzir material para a TV Guararapes. Quando nossas matérias iam ao ar, os programas tinham picos de audiência. Foi quando a direção da TV me chamou para apresentar o SOS Cardinot, meu primeiro programa na televisão, onde atingi a maior audiência da minha história como profissional no veículo: 44 pontos médios, um índice invejado até por novelas.
 
Qual foi a cobertura mais marcante que você já presenciou nesses anos de trabalho?
Entre as reportagens mais marcantes estão as que envolviam crianças. A primeira mais chocante que me lembro é a de um homem que matava crianças, as cortava em pedaços e foi preso quando estava ia jogar os órgãos de um menino em um esgoto. O outro é um caso que aconteceu em Limoeiro. Um homem havia sido preso por ter abusado sexualmente de três crianças. Ele foi colocado em liberdade condicional e, no primeiro dia de soltura, estuprou uma menina de 8 anos e a matou. Depois disso ele voltou ao local do crime, fez sexo com o cadáver da garota e tocou fogo nos restos mortais. Esses fatos chamaram a minha atenção, pois envolviam crianças.
 
Nessas décadas de trabalho como jornalista policial, como você vê a questão da violência do estado?
Sem dúvidas, a polícia pernambucana melhorou muito em vários aspectos, inclusive quanto a equipamentos e preparação de pessoal. O problema é que hoje existem novos crimes. Os assaltos conhecidos como “saidinha de banco”, por exemplo, aumentaram muito nos últimos anos. Hoje, os bandidos usam maçaricos e explosivos para tirar dinheiro dos caixas eletrônicos. Os crimes virtuais e a questão dos cartões clonados também são novas problemáticas. A polícia se prepara, mas as leis são fracas, e os bandidos estão cada vez mais audaciosos.
 
Quanto ao crack, você acha que a droga é um dos motivos para que os índices de violência não caiam mais em Pernambuco?
Com certeza. Quando eu falei pela primeira vez sobre o crack, muita gente não me levou a sério. Agora todos falam sobre isso e há, inclusive, campanhas estaduais e federais de enfrentamento. Isso porque a droga se espalhou pelo estado. E por que isso aconteceu? Primeiro porque é uma droga barata e depois porque vicia no primeiro uso. É muito difícil uma pessoa largar o crack, pois ele causa efeitos não apenas psicológicos, mas também físicos. Eu diria que vivemos um novo caos social chamado crack.

Como surgiram os bordões “alma sebosa”, “durma com uma bronca dessas” e “acabou esta porcaria”?
Bordão é assim: você fala e a expressão pega, cai no gosto popular. Eu passei a dizer “alma sebosa” quando vi um policial, há mais de 20 anos, chamando um bandido de alma, de seboso. Já o “durma com uma bronca dessa” adotei depois que ouvi um espectador da Rádio Clube falando. Durante um telefonema, ele finalizou com essa expressão. Cheguei em casa e falei para a minha mulher: “Se eu falar ‘durma com uma bronca dessa’ vai pegar, vai virar bordão”. Foi dito e feito. “Acabou esta porcaria” foi uma forma de encerrar o programa sem enrolação. Queria acabar o programa de uma forma rápida, sem ter que falar muito. Também pegou.
 
Você já escreveu a ficção policial O homem que sabia de tudo. Pretende lançar outras obras, seguir a carreira de escritor?
Meu primeiro livro é fruto de muita coisa que vi ao longo de minha carreira. Apesar de ser ficção, é baseado em coisas que realmente aconteceram. Um amigo que é delegado chegou a me falar: “Este livro é ficção, mas tudo que está aqui é verdade”. Eu tenho outros projetos, pretendo escrever outro livro. Desta vez sobre prostituição. Além disso, penso em fazer um vídeo para ser distribuído em escolas públicas e particulares do estado. Seria uma obra mais educativa, sobre como enfrentar as drogas. Já fui chamado várias vezes para falar sobre isso nos colégios e acho que seria importante para os jovens.
 
Joslei Cardinot Meira nasceu em 9 de abril de 1964, em Salvador, Bahia
 
Foi morar no estado do Rio de Janeiro ainda criança
 
Tem cinco filhos, de 9, 16, 18, 24 e 25 anos
 
É avô de duas meninas: uma de 1 e outra de 2 anos
 
O pai era vendedor e fotógrafo e é formado em teologia e direito. A mãe de Cardinot sempre trabalhou ajudando o marido no comércio e como auxiliar de fotografia
 
Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap)
 
Começou a carreira de comunicador aos 14 anos na Rádio Cultural de Campos, no Rio de Janeiro
 
Aos 16 anos, foi contratado com carteira assinada como radialista
 
Trabalhou no jornal Folha da Manhã e na TV Fluminense
 
Na década de 1980, foi convidado a trabalhar no Recife
 
O primeiro trabalho na televisão pernambucana foi na TV Guararapes, atual TV Clube, onde apresentou o SOS Cardinot

 







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