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Morrissey lança três novas músicas e desabafa em entrevista a site americano
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
28/06/2011 | 14h59 | Ex-Smiths

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Desde o CD Years of refusal, de 2009, Morrissey não lança nenhum trabalho novo oficialmente. Apesar disso, há duas semanas, ele apresentou três músicas ineditas na rádio BBC e o que parecia uma perspectiva de lançamento caiu como balde de água fria nos fãs. É que o cantor inglês afirmou que só vai gravar suas novidades quando assinar com uma grande gravadora, mas aparentemente nenhuma está interessada.

Avesso a entrevistas, Morrissey aceitou responder a algumas perguntas por e-mail sobre o assunto ao aclamado site Pitchfork. Nela, o artista falou sobre sua polêmica com as gravadoras e fez uma análise sobre sua apresentação no festival Glastonburry, que aconteceu no último fim de semana.

- Você disse que seu novo álbum está completamente composto, mas que não vai gravá-lo sem a ajuda de uma gravadora. Neste ponto de sua carreira, você espera que os selos lhe procurem ou você corre atrás delas?

Morrissey: Não tem muito o que eu possa fazer. Quando se torna pública a notícia de que você não tem acordo com nenhuma gravadora, você espera que qualquer pessoa que queira o seu trabalho venha lhe procurar.

- As pessoas vão ficar surpresas ao saber que nenhuma gravadora está interessada no seu trabalho, quando há bandas desconhecidas e pouco prestigiadas gravando discos. Existe algum problema específico no seu caso?

Morrissey: Sim, eu acho que gravadoras querem fazer descobertas para que ela seja creditada como a responsável pela invenção de determinado artista. Nem todas querem artistas que já tenham suas marcas, porque seu sucesso, geralmente, está atribuído a alguma outra gravadora, em outro lugar e outro tempo. Muitos artistas só são lembrados pelo trabalho que os tornou bem-sucedidos. A imprensa só se refere a mim como sendo do Smiths. E o fato de eu ter três álbuns solo ou 25 anos de carreira solo nunca é mencionado.

- Você acha que as pessoas ficariam intimidadas ao fazer um contrato para lançar seu trabalho?

Morrissey: Eu acho que sim, apesar de não haver nenhuma razão para isso. Eu não passo de um tradicionalista.

- Considerando seu nome de peso, você consideraria "autolançar" um álbum como fez o Radiohead?

Morrissey: Não, não tenho nenhuma necessidade de ser inovador neste sentido. Ainda estou preso no sonho de um álbum que venda bem não por causa do marketing, mas porque as pessoas gostam das músicas.

- Qual sua opinião sobre a mudança da música nos últimos 30 anos - com mais foco em fazer shows e menos em produzir álbuns? Você acha que é melhor ou pior?

Morrissey: Obviamente, é muito pior, porque toda a indústria - como deve ser chamada - foi destruída de muitas formas. A internet enxugou a música do mapa. matou o mercado de vendas e matou a paciência das gravadoras, que acham que vender 300 mil álbuns não é bom. A imprensa musical morreu por causa da internet. Todo mundo agora é um crítico expert. Todo mundo é substituível.

- Você acha que falta respeito com os artistas veteranos?

Morrissey: Não necessariamente. Muita gente que passou pela indústria nos últimos dez anos é pouco relevante. É difícil pensar em alguém que tenha créditos.

- Você tocou três músicas novas na BBC recentemente, o que significa doá-las para a internet. Foi excitante lançar músicas em uma rádio como essa, sem grande promoção?

Morrissey: Sim, foi muito bom. Sem exageros promocionais. Só entrar e tocar minhas canções.

- Você viu isso como uma maneira de as pessoas quererem pagar pelo álbum?

Morrissey: Não PAGAR, mas QUERER que o álbum seja gravado.

- Tem alguma outra canção nova que você esteja particularmente ansioso para lançar? Quais os temas?

Morrissey: Todas são muito fortes. Não queremos divulgar mais faixas, para que o álbum não seja lançado antes que entremos no estúdio.

- Glastonburry ainda é um lugar especial para se apresentar?

Morrissey: O show foi bom, mas a chuva estava muito fria e o público estava ensopado, congelado e sujo de lama. Além disso, estava escuro e toda vez que eu abria minha boca, me afogava em água. Sob essas condições, não dá para esperar muito da plateia. Acho que eles estavam lá pelo U2 e é compreensível. Não posso competir com o espetáculo promovido por eles. Tudo o que eu posso oferecer são canções.

Da Agência O Globo







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