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Irmão Marista expõe presépios feitos de material reciclável
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
18/11/2009 | 07h21 | Exposição

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A oficina de Afonso Haus começa a trabalhar a pleno vapor quando a época de Natal se aproxima. Um mês antes ele inicia as visitas anuais, percorre nove estados e deixa sua contribuição de clima natalino às famílias. A rotina pode lembrar a história de Papai Noel. Mas Afonso logo se antecipa em corrigir e diz que sua missão é ganhar do personagem. O alemão de 89 anos se intitula de presepeiro, "no bom sentido". Irmão Marista, ele percorre as escolas da congregação para expor os presépios que confecciona com material reciclável e elementos figurativos trazidos da Europa. A renda adquirida com a venda dos itens, que variam de R$ 20 a R$ 120, será destinada a entidades de assistência social.

"Quando cheguei ao Brasil, em 1939, senti o choque entre o clima e a cultura natalina. Era muito diferente da Europa, onde tinha uma família muito grande e o ar era gelado"

A exposição no Recife acontece hoje, a partir das 18h, no Colégio Marista/São Luís, nas Graças. Mas quem quiser garantir seu presépio deve chegar cedo. "As últimas encerraram em meia hora. Eu mesmo me surpreendo, não sei como faço isso", disse Haus, no tom permanente de brincadeira. Ele ressaltou que a principal função da exposição, além de contribuir com as entidades, é o fortalecimento do espírito cristão do Natal em família. "Hoje em dia, é tudo sobre Papai Noel e consumo. Ninguém mais fala sobre o menino Jesus", explicou.

O trabalho de Haus dura o ano inteiro, período em que ele recolhe dos pátios das escolas e das ruas parte de seu material de trabalho. As bases e as estruturas dos presépios são formadas por compensados, galhos de árvores, cascas de tronco, palhas e sementes secas. "Se você reparar bem, é lixo. Mas pode ser aproveitado e ainda não tem custo", destacou. A parte mais cara vem das figuras representativas, como os três Reis Magos, Jesus e Maria e os animais, que são trazidas da Europa. Um boneco de papel machê pintado à mão e trazido da Itália pode custar R$ 20. A cada dois anos ele vai a Alemanha para visitar a família e passear, aproveitando a oportunidade para comprar novos elementos. Uma sobrinha também ajuda, enviando estrelas que ela mesma confecciona com palha.

Dedicação - O trabalho voluntário começoucomo um passatempo. Na verdade, uma distração para o irmão que, então com 19 anos, estava decepcionado com o Natal tropical. Ele chegou ao Recife em 1939 e sentiu a diferença cultural e climática entre os continentes. "Era muito diferente da Europa, onde tinha uma família muito grande e o clima era gelado. Hoje, conheço a cultura natalina do Brasil e acho maravilhosa. Mas antes não", lembrou. Dez anos depois, no Colégio Marista da Avenida Conde da Boa Vista (que não existe mais) ele fez o primeiro presépio. Na época, os alunos estudavam em modo de internato e também quiseram fazer o deles. Quando mostraram aos pais, todos quiseram comprar e, assim, surgiu a ideia de repetir a exposição no ano seguinte.

Por vinte anos, a exposição de presépios do irmão Afonso Haus foi um evento exclusivo da congregação Marista do Recife. Até que 20 anos depois o professor de línguas e artes foi transferido para a escola de Belém e passou a confeccionar presépios para as duas cidades. O hábito foi crescendo, já fazia parte da rotina do alemão e foi levado, inclusive, quando ele se mudou para Brasília. "É bom, me distrai e faz bem para a mente", disse. Hoje, ele realiza mostras nas cidades pelas quais já passou e em locais próximos. Neste ano, Haus já passou pela Bahia e, após o Recife, seguirá para Natal. "Faço uma parada em Brasília e depois sigo para outros lugares, como Belém, São Luís e Maranhão", informou.

Família - Em cada cidade, ele desembarca com a base das estruturas encaixotadas e os outros elementos prontos para serem fixados. Um dia antes da exposição, Haus monta a oficina e se distrai com toda a confecção. O trabalho e a permanência no Brasil ajudaram o alemão a se afeiçoar ao Natal brasileiro. Hoje, ele diz que adora as danças e cantigas do pastoril. "Acho o Natal do Brasil o mais rico do mundo", disse, entre um presépio e outro.

Siga esse conceito

- Para a base do presépio podem ser aproveitados compensados usados ou bandejas de isopor

- Já a estrutura do estábulo, a manjedoura e outros itens decorativos, como árvores e estrelas, podem ser confeccionados com galhos de árvores, cascas de troncos, sementes e palha

- As figuras simbólicas, como José, Maria e o menino Jesus, podem ser compradas prontas ou confeccionadas por biscuit. Os animais podem ser aproveitados de outros brinquedos

A massa do biscuit

- São necessárias duas xícaras de amido de milho, duas xícaras de cola para biscuit, uma colher de sopa de vaselina líquida, uma colher de sopa de creme para mãos sem óleo ou silicone

- Misture sem o creme para mãos e ponha no microondas por 3 minutos, dando uma pausa a cada minuto para mexer. Passe o creme em um tabuleiro, espalhe a massa ainda quente e mexa com as mãos. Por fim, tinja com tinta para tecido

Fonte: dicas do artista Afonso Haus Do Diario de Pernambuco







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