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Obras do São Francisco criam mais de 8 mil empregos no sertão
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
14/10/2009 | 12h40 | Integração

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No sertão pernambucano, cerca de 8,4 mil pessoas trabalham dia e noite para apressar o andamento das obras de transposição do Rio São Francisco. De acordo com o Ministério da Integração Nacional, 4,5 mil máquinas estão sendo usadas nas áreas onde as águas do rio passarão até chegar aos reservatórios dos estados de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e Ceará.

Segundo o coordenador-geral do Projeto São Francisco, Frederico Fernandes de Oliveira, desde fevereiro as obras, que foram iniciadas em setembro do ano passado,  estão sendo realizadas em dois turnos. A ideia é que pelo menos a primeira etapa, de construção do canal eixo leste, com 287 quilômetros de extensão, seja concluída em dezembro de 2010.

Hoje (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, inicia uma série de visitas a vários pontos das obras do projeto. A viagem vai até sexta-feira (16).

De acordo com Frederico Oliveira, a maior parte dos trabalhadores admitidos pelo consórcio que executa as obras é da região. O contrato firmado com as empreiteiras tem uma cláusula que exige prioridade na contratação de mão de obra local.

"Agora tenho meu salário pago certinho e em dia. Tenho meu emprego e posso dar uma vida melhor para minha família, afirmou o agricultor Paulo Manuel da Silva, contratado como pedreiro.

Segundo Oliveira, no eixo leste serão construídas seis estações de bombeamento para levar as águas do São Francisco até a altura de 300 metros, de onde o canal seguirá com o efeito da gravidade. Uma dessas estações, no município de Fazendas (PE), está no roteiro da comitiva do presidente. Nesse ponto, a água do São Francisco, no Lago de Itaparica, começará a ser captada para o eixo leste.

No canal eixo norte, com 429 quilômetros de extensão e que cruza quatro estados, serão utilizadas apenas três estações de bombeamento. Oliveira lembrou que apesar do eixo norte ser maior, o trajeto é menos elevado do que o do leste.

O representante do Ministério da Integração ressaltou que todos os requisitos de proteção ambiental exigidos pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão sendo cumpridos e que o Rio São Francisco será preservado. "Na licença ambiental que nos foi dada pelo Ibama, foram elencados 36 programas ambientais que visam a proteger o rio dos impactos da obra. Esses 36 requisitos estão sendo cumpridos, portanto o rio não corre risco", disse Oliveira.

Ele acrescentou que o principal objetivo da transposição é suprir a demanda da população do sertão por água limpa e que o eventual uso da água para o agronegócio só será estudada se houver excedente. Lembrou que no atual período de seca o rio está tendo vazões de 1,8 mil metro por segundo e será captado 1,8% para os dois eixos.

Os canais que estão sendo construídos para levar a água do São Francisco vão ser revestidos por uma manta plástica impermeável coberta por uma camada de concreto. Eles terão profundidade de 3,43 metros e largura que varia de 4 a 7 metros, dependendo do terreno. As margens dos eixos terão extensão de 200 metros, 100 de cada lado. No limite dessa área, serão construídas cercas para evitar que haja utilização indevida da água do canal. Ao longo dos eixos também serão construídas passagens para pessoas, animais e veículos.

Da Agência Brasil



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