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Ex-PM é condenado a 24 anos por assassinato de promotor
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
20/11/2008 | 18h12 | Caso Rossini

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Foi condenado a 24 anos de detenção por homicídio triplamente qualificado o ex-policial militar José Ivan Marques de Assis, um dos acusados de matar o promotor de Justiça Rossini Alves Couto. O crime aconteceu no ano de 2005, na cidade de Cupira. O resultado do julgamento, iniciado esta manhã, foi anunciado no final da tarde, no Fórum Thomaz de Aquino, no Recife.

De acordo com o julgamento, José Ivan foi o responsável pelos disparos contra o promotor Rossini Alves Couto, morto a tiros enquanto almoçava no restaurante Tropical, ao lado do Fórum de Cupira, no dia 10 de maio de 2005. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) sustenta que o ex-policial José Ivan, carona na moto que era pilotada por Silvonaldo Leobino (condenado a 20 anos em 23 de setembro deste ano), teria descido do veículo sem tirar o capacete e atirado em Rossini, ambos fugindo em seguida. O advogado de defesa José Vasconcelos Pontes defendeu a negativa de autoria do crime, alegando não existir provas suficientes para a condenação. Ele prometeu recorrer da decisão a instâncias superiores.
 
Já os promotores André Rabelo, Ricardo Lapenda e Fabiano Saraiva, responsáveis pela acusação, alegam que uma das testemunhas afirmou ter visto Silvonado e José Ivan saindo da casa do ex-policial, numa moto vermelha e com os capacetes dependurados nos braços, desconstruindo o álibi da defesa que argumentava que José Ivan estaria negociando em Caruaru momentos antes do crime. A acusação diz que a testemunha chegou a descrever as roupas que os réus usavam. Baseados em depoimentos colhidos, os promotores apontaram os motivos que teriam levado José Ivan a planejar e executar o assassinato de Rossini por motivo de vingança, devido a sua atuação profissional. 
 
A decisão de hoje repetiu a sentença anterior, dada em abril deste ano. O julgamento por júri popular foi presidido pelo juiz Pedro Odilon de Alencar. Na época, o Código do Processo Penal em vigor na época permitia que os réus apresentassem um recurso de protesto por novo júri, caso fossem condenados a mais de 20 anos, sem a necessidade de fundamentação.

Motivação – De acordo com as investigações, além de efetuar os disparos, José Ivan foi o mentor do crime. Desde junho de 2004 ele havia sido excluído da Polícia Militar em decorrência de crime de tortura na comarca de Agrestina, denúncia apresentada pela promotora Sara Souza Silva, esposa de Rossini. José Ivan foi então trabalhar em Cupira e acabou representado também por Rossini Alves Couto por intermediar a soltura de presos da cadeia local mediante pagamento em dinheiro. Na época, José Ivan havia impetrado um mandado de segurança para retornar aos quadros da PM e via em Rossini, na época promotor das cidades de Panelas e Lagoa dos Gatos, um obstáculo. Há 15 dias, o ex-PM também foi condenado a 19 anos de reclusão pelo assassinato de Cícero Valentim, ocorrido em 1995, em Garanhuns.

Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR







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