Ahistória da Usina JB Açúcar e Álcool, localizada no município de Vitória de Santo Antão, a 51 quilômetros do Recife, se confunde com a própria trajetória do empresário Jaime Beltrão. Integrante da terceira geração de uma família dedicada à atividade sucroalcooleira, ele adquiriu o engenho Cachoeirinha, que daria origem à usina, em 1964. O período era pouco propício para novos empreendimentos rurais e foi marcado por profundas mudanças no cenário político e social brasileiro. Passados quarenta anos, o que começou como uma empresa isolada transformou-se num sólido grupo composto, ainda, pelas empresas Carbo Gás, Lasa e Lastro, além da empresa Tecab e Ello.
Administrada pelo empresário Carlos Beltrão, desde o falecimento do seu pai, em 1977, a usina deve produzir na safra 2004/2005 cerca de 1,2 milhão de sacos de açúcar e 52 milhões de metros cúbicos de álcool.
Das 950 mil toneladas de cana que devem ser esmagadas até fevereiro do próximo ano, 64% são de matéria-prima própria, cultivadas nos engenhos mantidos pela empresa. As expectativas são de que a produção registre um crescimento de 20% em relação à safra 2003/2004.
Especializada na fabricação de álcool, a JB inaugurou, este ano, seu novo parque industrial voltado à produção de açúcar. As instalações consumiram mais de R$ 12 milhões em investimentos e contam com equipamentos de última geração. A empresa investiu, ainda, na produção de gás carbônico, insumo largamente empregado pelas fábricas de refrigerantes, no congelamento de alimentos e no tratamento de resíduos industriais.
Carlos Beltrão disse que, em 2001, a empresa deu início a um programa mais agressivo de diversificação, participando de uma concorrência pública para o fornecimento de energia elétrica.
Geração de energia - Para isso, foi adquirido e instalado nas dependências da destilaria um gerador de 25 megawatts. A JB responde, hoje, pelo fornecimento de 20 megawatts de energia para a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe).
O diretor da usina JB afirmou, no entanto, que o forte do grupo sempre foi a produção de álcool. Ele explicou que para dar suporte às operações de exportação, a empresa construiu, em 1995, em parceria com outras três destilarias, um terminal de Granéis Líquidos no Porto de Cabedelo. Em 1997, o terminal credenciou-se junto à ANP (Agência Nacional de Petróleo) como distribuidora de combustíveis, tornando-se a maior do segmento na Paraíba.
O grupo possui mais de 140 postos espalhados por Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas, devendo ampliar sua atuação para mais seis estados até o final do próximo ano.
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