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Edição de Sexta-Feira, 18 de Junho de 2004 
Vida Urbana | Caso Serrambi
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VIDA URBANA
Caso Serrambi
Restos mortais de Tarsila são inúteis para novo teste de DNA
Thaís Gouveia
Especial para o DIARIO
José Vieira quer provar que é o pai de adolescente assassinada

Os restos mortais de Tarsila Gusmão enterrados depois da exumação dos corpos dela e de Maria Eduarda Dourado, no dia 18 de novembro, não poderão ser usados para exame de DNA. Isso porque as ossadas foram mergulhadas em solução alvejante antes de serem submetidas aos testes antropológicos, odontológicos e de balística. Assim, a nova comparação genética que já está sendo providenciada pelo comerciante José Vieira, terá que se basear no mesmo material utilizado no último exame, que acusou exclusão de paternidade e maternidade dele e de Alza Gusmão em relação a Tarsila.

  "Esse é um procedimento comum para limpeza das ossadas. Os restos mortais ficam mergulhados num tonel com água oxigenada durante uma noite inteira", explicou o geneticista Alfredo Beuttenmüller, perito designado pela Justiça para acompanhar os exames do chamado Caso Serrambi. "Eu mesmo separei as partes mais conservadas, no caso o fêmur e alguns dentes, para o DNA, porque sabia que o restante ficaria inutilizado depois da limpeza", esclareceu.

  "Mesmo assim vou querer que o corpo seja exumado novamente. Não aceito o resultado a partir dos mesmos ossos usados pelos peritos de São Paulo", afirmou José Vieira, que disse cogitar a hipótese de aproveitar os fios de cabelo colhidos da escova de Tarsila para o novo teste. "Vou até as últimas conseqüências. Já entrei em contato com um laboratório de genética de Minas Gerais para a realização de um novo exame", revelou.

  O advogado do comerciante, Bráulio Lacerda, adiantou que, na próxima segunda-feira, entra com o pedido de exumação dos restos mortais de Tarsila. Enquanto isso, José Vieira prepara um dossiê com fotos de Alza Gusmão grávida e da filha, desde o momento do nascimento até pouco tempo antes de sua morte. "Como alguém pode achar que ela não é minha filha? Ela parecia muito comigo", disse o comerciante, comparando uma foto dele, ainda recém-nascido, com uma da filha.

As quatro armas apreendidas no apartamento de José Vieira, na última quarta-feira, já foram enviadas pela juíza titular da Comarca de Ipojuca, Ildete Veríssimo, ao Instituto de Criminalística (IC). Elas serão periciadas sob o aspecto da eficiência. "Depois disso, talvez eu peça o exame de balística", disse o promotor de Ipojuca, Miguel Sales. Duas das armas apreendidas eram revólveres calibre 38, mesmo tipo de onde partiram os tiros que assassinaram as duas adolescentes. "Era só o que me faltava, sair da condição de vítima para a de suspeito", lamentou José Vieira.

  Nesta segunda-feira, os peritos do IC em Perananbuco iniciam o teste de balística com o estojo de cápsula calibre ponto 40 - de uso exclusivo da Polícia e das Forças Armadas - encontrado no local onde os corpos das adolescentes foram encontrados. O projetil, que passou por uma análise preliminar no IC de São Paulo, será comparado com outros disparados a partir de uma pistola do mesmo calibre pertencente a um agente do Grupo de Operações Especiais.

  A explicação do GOE, na época da descoberta, foi a de que o policial estaria realizando testes no local para verificar o alcance do som de um disparo naquela região. Ontem de manhã, a delegada Lenise Valentim colheu o depoimento de uma testemunha, que deu informações sobre o dia em que o corpo foi encontrado.
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Comentários dos Leitores
"A foto da mãe de Tarsila indica claramente que o exame de dna feito foi claramente falho o que indica que os restos mortais analisados não correspondem a mesma pessoa.A mãe é sua copia fiel." Arthur Araujo, por e-mail.
"Isso é um absurdo como pode ta rolando isso ainda? Só porque Tarsila Gusmao era filha de um cara que tem dinheiro, se fosse um pobre já teriam arquivo desde do dia do desaparecimento, mas como não era ta rolando isso tudo maior aue, falta agora isso virar novela e ou filme, como tanta coissa para resolver a policia nao sai desse caso mais nao é?" Revoltado, por e-mail.
 
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