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Edição de Domingo, 11 de Abril de 2004 
Vida Urbana | Milagres e devoção a Santa Quitéria
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VIDA URBANA
Milagres e devoção a Santa Quitéria
Quando aportou na América do Sul - provavelmente no final do Século XVII -, o então médico da Corte Portuguesa Severino Correia da Rocha não imaginava que uma peça sacra incluída em sua bagagem transformaria sua nova residência em um centro de devoção capaz de arregimentar milhares de fiéis em um único dia. Encravado no município de São João, a seis quilômetros de Garanhuns, o povoado de Frexeiras tornou-se um dos santuários mais visitados do Estado. Tudo por causa da popularização da tal peça de 44 centímetros trazida pelo médico: uma imagem de Santa Quitéria, até então venerada na Europa.

  Passados mais de 300 anos, as paredes e quartos do secular casarão de taipa revelam histórias dos mais variados enredos, onde a fé em Santa Quitéria é o ponto de convergência. Uma infinidade de ex-votos abarrotam as dependências da casa, instalados ali em função de milagres atribuídos à imagem cravejada de brilhantes e medalhões de ouro, cuidadosamente venerada em um altar improvisado da casa grande.

  Fotos de fiéisem leitos de hospital, de animais picados por cobras, times de futebol, muletas, reproduções em madeira de membros do corpo, diplomas universitários; os objetos reproduzem as graças obtidas pela fé em Santa Quitéria. "Por falta de espaço, todo o material tem que ser substituído. Da última vez, queimamos mais de 10 toneladas de ex-votos", diz Ivanildo Guilherme da Rocha, da família dona do santuário.

  Por motivos que nem mesmo os parentes de Guilherme sabem explicar, o vilarejo é o destino preferido dos romeiros alagoanos, que chegam aos milhares durante os domingos de setembro, em caravanas. No entanto, é entre as poucas famílias de Frexeiras que a devoção é exposta ao máximo. A agricultora Maria José Alves da Silva, 76, assegura que as preces a Santa Quitéria a livraram de um aperreio no Rio de Janeiro. "Passei por dificuldades com meus filhos, sem dinheiro pra voltar. Depois de ouvir minha história, ele chorou e me deu a passagem. Foi então que voltei a viver aqui em Frexeiras". Luzinete Severina da Silva, 74, também tem sua vida atrelada a da santa. "Sempre venho aqui todos os dias para rezar. Ela nunca me deixou na mão. Tudo é uma questão de se pedir com o coração", garante.
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