Edição de Quarta-Feira, 6 de Agosto de 2003
 
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Vida Urbana

Mais um óbito de bebê investigado

CARUARU

Um novo caso de morte de prematuro, ocorrida no dia 2, passou a figurar no inquérito que apura as mortes de bebês na maternidade do Hospital Jesus Nazareno, em Caruaru. A dona de casa, Maria Gomes Vieira, 19, prestou depoimento, ontem, na 2ª Delegacia Regional daquele município, e contou ao delegado Vamberto Gomes e ao promotor de Justiça Zadir Barbosa que estava com sete meses de gestação quando deu à luz seu bebê, no dia 25 de julho, sozinha, em um quarto da unidade de saúde. Segundo Gomes, a dona de casa relatou que entrou na maternidade e foi direto para a cama sem ser examinada por nenhum médico. "Ele só teria aparecido depois do parto, para cortar o cordão umbelical da criança", contou o delegado.

  O bebê de Maria Vieira passou oito dias na incubadora e no nono dia precisou, segundo a mãe, de uma transfusão de sangue. "A partir daí, de acordo com a depoente, a criança começou a mudar de cor, ficando roxa, e veio a óbito", disse Gomes. O delegado adiantou que a doméstica teria realizado o pré-natal no Hospital São João da Escócia e foi encaminhada ao Jesus Nazareno pela policlínica do bairro do Salgado.

  Vamberto Gomes ainda que não decidiu se vai mandar exumar os corpos dos bebês, mas confirmou que já começou a analisar os prontuários. Ainda ontem ele ouviu outra mãe, Gisele dos Santos, que perdeu seu bebê, com 2,8 Kg, no dia 26 de junho. Segundo o delegado, ela contou que deu entrada no Jesus Nazareno em 15 de junho para fazer uma cesariana, mas o médico que a atendeu disse que a cirurgia não era necessária, fazendo-a esperar até o dia seguinte, quando precisou ser operada às pressas. Depois de receber alta e ir para Brejo da Madre de Deus, onde mora, ela teve que voltar ao hospital com o recém-nascido, que acabou morrendo no dia 26 de junho.

  Além das mães, o delegado ouviu a auxiliar de enfermagem Josefa Severina de Oliveira e dois neonatologistas que atenderam o primeiro bebê a morrer no mês de julho, João Pedro Bento Torres, nascido no dia 3. João Pedro só viveu 24 horas. Segundo Josefa Oliveira,a criança veio ao mundo com 920 gramas, era de alto risco, tinha imaturidade pulmonar e prematuridade extrema. Por isso faleceu.

PETROLINA - A falta de planistas na UTI do Hospital Municipal Dom Malan, em Petrolina, levou o presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), André Longo, a denunciar, ontem, que os contratos de trabalho entre os médicos e o hospital são meramente verbais. "Desde 1995 não se faz concurso público para médico em Petrolina", lembrou Longo.

  A Secretaria de Saúde de Petrolina informou que parte dos médicos do Dom Malan são contratados por uma cooperativa e que, por enquanto, não pode fazer concurso, pois isso comprometeria mais de 50% da folha de pagamento da Prefeitura, o que não é permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Comentários dos Leitores

"Este estado de abandono em que encontra-se a saúde pública, não só em Pernambuco, é alarmante mais ninguém responsável parece querer ouví-lo. Fica uma pergunta. Há Conselhos de classes em PE? estes que todo ano assaltam os nossos bolsos e nada fazem em termos de fiscalização. esta conversa de médicos trabalhando sem vínculo com os Hospitais é gravíssimo, quem é responsável por o que nesta confusão toda? enquanto isto nossos bebês morrem misteriosamente a uma taxa de 17 ao mês, mais de 70 morrem com uma contaminação por microalgas contidas na água de Hemodiálise, outras tantos morrem anos depois supostamente pelo mesmo problema. Seria bastante razoável que o Pernambuco.com voltasse a nos informar como está o andamento das investigações, basta aparecer um outro caso que o anterior não menos pior fica diluído? precisa juntar e informar por atacado pois a população precisa saber se acabaou mesmo em pizza com contas bancárias reforçadas por conta so silêncio de autoridades. Estamos de olho.", Eldinaldo, por e-mail.








 

 
 
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