Aldeia e Gravatá, no campo, Porto de Galinhas e Carneiro, na praia são locais preferidos para instalação
Roberto Cavalcanti
DA EQUIPE DO DIARIO
Confortáveis, de fácil montagem e em média 30% mais baratas do que as construções em alvenaria, as casas pré-fabricadas conquistaram os consumidores pernambucanos. Comuns no Sul País em função da influência européia, elas passaram por adaptações às condições climáticas nordestinas e se firmaram inicialmente como residências de praia ou campo. Do Interior para as grandes cidades foi apenas um passo. Preços mais em conta, financiamentos em até seis meses e tempo de montagem entre 45 e 90 dias são algumas vantagens do sistema construtivo modular.
Em madeira de lei ou placas de concreto, as casas pré-fabricadas possuem a mesma durabilidade das construções tradicionais. Algumas empresas oferecem até cinco anos de garantia. Também há kits e serviços de ampliação para quem pretende aumentar a área construída de acordo com as necessidades da família. Os kits podem ser pagos com entrada de 30% e saldo restante dividido em cinco vezes sem juros.
Regiões como Aldeia e Gravatá concentram o maior volume de vendas. Nolitoral os campeões são Porto de Galinhas e praia de Carneiros. Contabilizando o preço de um lote de 300 metros quadrados em Gravatá, avaliado em R$ 10 mil, uma casa em madeira com dois quartos, suíte, cozinha americana e terraço sai pelo valor total de R$ 38,807,00. Em Aldeia, uma casa nas mesmas condições em um terreno de 700 metros quadrados sobe para 73.807,00.
Há dez anos no mercado, a empresa cearense Comafe vende entre cinco e oito casas pré-fabricadas em madeira por mês. A Comafe dispõe de mais de vinte modelos. Os preços variam de R$ 16.261,00, para uma casa de dois quartos com 73 metros quadrados, a R$ 62.393,00, no caso de quatro suítes e área coberta de 345 metros quadrados. Sem contar o custo do lote do terreno. A empresa também dispõe de plantas exclusivas. "Mantemos uma equipe de arquitetos responsável pelas adaptações ou mesmo criação de novas plantas, seguindo as orientações do cliente", explica o diretor da Comafe Luiz Otávio Pacheco.
Apesar do maior volume de vendas se concentrar noscondomínios residenciais rurais, tem crescido a participação de clientes urbanos. Segundo Luiz Otávio Pacheco, a maioria dos clientes escolhe os pré-fabricados por conta da economia, rapidez e praticidade do sistema. Outra vantagem é o repasse da responsabilidade pela administração da mão-de-obra e aquisição de materiais. Com exceção das fundações, a empresa assume todas as instalações.
A Casa Pronta aposta no sistema construtivo misto, alvenaria com uso de placas de concreto pré-fabricadas. São mais de 20 modelos diferentes, com tamanhos entre 42 e 250 metros quadrados. Por R$ 380, o metro quadrado, custam em média 15% menos que as casas tradicionais em tijolos. Amontagem leva cerca de 60 dias. "As casas mistas evitam o desperdício de material, principalmente tijolos e argamassa", diz o diretor da Casa Pronta Beijamin Moraes.
Serviço
Casa Pronta - 9953.6439